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NOTÍCIAS DA ADEPOL-SC

Confira o artigo publicado na coluna semanal da ADEPOL-SC no jornal ND+


    A resposta não vem de uma única instituição. Segurança pública com bons resultados reúne diversos fatores. Contudo, há um dado que evidencia a contribuição da Polícia Civil: o que acontece depois que um crime é cometido.
    Em todo o mundo, o esclarecimento de homicídios é um dos principais indicadores utilizados para avaliar a eficiência da investigação policial. Em Santa Catarina, entre 2023 e 2025, foram registrados 1.451 homicídios. Em 78% desses casos, nossa Polícia Civil conseguiu indicar a autoria. São quase oito respostas a cada dez crimes dessa natureza. Nos feminicídios, a resposta foi integral: os 162 casos registrados no período tiveram autoria identificada.
    A comparação internacional ajuda a dimensionar esse resultado. Em levantamento da ONU com 72 países, as polícias identificaram autores em 63% dos homicídios. Nas Américas, o índice foi de 43%. A média catarinense de 78% supera esses referenciais e também os percentuais da Ásia, de 72%, e da Oceania, de 74%.
    Esses números importam porque um homicídio sem resposta é uma família sem explicação, um criminoso que pode continuar agindo e uma comunidade que perde a confiança no Estado.
    Resolver esses crimes significa, diretamente, reduzir a impunidade, impedir que autores de crimes graves continuem agindo e reunir indícios capazes de sustentar a responsabilização criminal. Uma investigação bem conduzida não devolve a vida perdida, mas devolve justiça e, principalmente, evita que outras vidas sejam tiradas.
    É por isso que esclarecer homicídios é um dos elementos centrais de uma sociedade segura. Onde crimes graves permanecem sem resposta, cresce a sensação de abandono e diminui a confiança nas instituições do Estado.
    Santa Catarina vem se destacando justamente por essa qualidade de resposta. A segurança catarinense não se explica apenas pela capacidade de evitar que crimes aconteçam, mas também pela eficiência em enfrentá-los quando ocorrem. Investigar bem é proteger o presente e contribuir para que Santa Catarina permaneça, com orgulho, como o estado mais seguro do Brasil. 


Por John Vieira
Delegado de Polícia 
Presidente da Adepol-SC